Buenos Aires faz par com a melancolia
Um dia desses ouvi o escritor Daniel Galera fazer uma descrição precisa do estado de espírito dos argentinos que moram em Buenos Aires: eles vivem em uma constante melancolia, ainda que em alguns momentos se esforcem para velar isso. Um dos primeiros argentinos que conheci, foi no tempo da faculdade de arquitetura. Era ótima pessoa, convivia bem com uma turma recém-saída do colégio, com média de 17 anos. Certamente ele tinha o dobro de nossa idade, mas também um bom humor para rir das bobagens que falávamos, fazíamos e pensávamos. Era o começo da década de 80 e a ditadura...
Veja maisO Pinto que mais cresce no Carnaval do Brasil
Maceió estava fadada a se tornar o túmulo do carnaval. Nem a folia de rua privatizada, que eram as micaretas, estavam mais acontecendo. Foi quando, na calada de um amanhecer do carnaval de 2000, aproveitando o silêncio deixado pelos trios elétricos e o axé da Bahia, o Pinto da Madrugada trouxe de volta o frevo pra rua. Naquele ano, o bloco foi batizado em plena orla da Pajuçara. O padrinho foi o Galo da Madrugada, aquele de Recife, que o mundo inteiro conhece. A iniciativa partiu de um grupo de amigos que, menos por saudosismo, e mais por vontade de resgatar o carnaval autêntico de...
Veja maisHá 100 anos, Machu Picchu deixava de ser a Atlântida dos Andes
Desde o seu abandono pelos incas, após a chegada dos conquistadores espanhóis no século XVI, Machu Picchu havia se transformado em lenda. A sua localização, ou mesmo existência, foi se tornando mais incerta a cada geração se passava. Há exatamente 100 anos atrás, a perseverança do arqueólogo norte-americano Hiram Bingham e grana investida na sua iniciativa pela Universidade de Yale e a National Geographic Society, fizeram com que a cidade saísse do terreno da fantasia e voltasse...
Veja maisTacheles, o caleidoscópio punk de Berlin
Os grafites fazem parte da paisagem de Berlin. Andando por vários de seus bairros, especialmente os da antiga parte oriental, essa expressão artística contemporânea é uma espécie de decoração urbana. Por ser comum, percorrendo ruas do bairro de Mitte, pode-se passar por umas paredes grafitadas de um prédio com ares de abandono sem se dar conta que ele é o Tacheles, uma espécie de highlander imobiliário. Já tentaram matá-lo várias vezes, mas ele resiste. Foi inaugurado em 1907 para ser um grande centro comercial, que faliu. Depois virou um centro de exposições de produtos da...
Veja maisSaber sobre as Arábias
O caderno Saber da Gazeta de Alagoas de 12 de março, publicou um um testemunhal fotoeditorial meu sobre as convulsões no mundo árabe. O convite para a publicação deste ensaio foi feito pelo amigo Enio Lins, jornalista responsável pelo caderno especial, que a respeito do trabalho comentou em seu editorial: “Léo Villanova apegou-se às excursões exploratórias, mochila ao lombo e disposição para afastar-se dos pacotes turísticos. Depois de andanças pela velha e boa Europa, resolveu palmilhar o mundo árabe. Uma ousadia. Auxiliando o atrevimento do alagoano, o acaso (ou Alá)...
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