Maceió estava fadada a se tornar o túmulo do carnaval. Nem a folia de rua privatizada, que eram as micaretas, estavam mais acontecendo. Foi quando, na calada de um amanhecer do carnaval de 2000, aproveitando o silêncio deixado pelos trios elétricos e o axé da Bahia, o Pinto da Madrugada trouxe de volta o frevo pra rua. Naquele ano, o bloco foi batizado em plena orla da Pajuçara. O padrinho foi o Galo da Madrugada, aquele de Recife, que o mundo inteiro conhece. A iniciativa partiu de um grupo de amigos que, menos por saudosismo, e mais por vontade de resgatar o carnaval autêntico de Maceió, resolveu literalmente botar o bloco na rua. No primeiro ano de atividade, dão conta que umas 5.000 pessoas foram brincar com o Pinto. Nesse desfile de 2012, estimou-se a presença de 150 mil pessoas, de todas as idades. Até eu, que não sou propriamente um folião, não poderia perder a oportunidade de registrar.
 
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